Sinalização de Emergência contra incêndio

Escrito por Vítor Fernandes

Diretor na OFOS com mais de 10 anos de experiência no mercado de prevenção e combate a incêndios

A sinalização de emergência tem como principais características alertar para riscos existentes na edificação e indicar a localização dos equipamentos de combate a incêndio. Dessa forma os ocupantes podem, através dos símbolos e cores evacuar o local e agir para combater as chamas.

Ao longo deste texto você ficará por dentro dos tópicos mais importantes que envolvem este tema, e saberá como aplicar corretamente em seu imóvel:

  • O que é a sinalização de emergência?
  • Importância das placas sinalização de emergências;
  • Tipos de sinalização de segurança contra incêndio e pânico
    • Sinalização de emergência básica;
    • Sinalização de emergência complementar;
  • Características da sinalização de emergência;
  • Regras para a instalação de placas de sinalização de emergência;
  • Imóveis que devem possuir a sinalização de emergência contra incêndio;
  • Dicas de conservação das placas de prevenção e combate a incêndio.

O que é a sinalização de emergência?

A sinalização de emergência contra incêndio nada mais é do que um conjunto de placas, símbolos, mensagens e faixas de cores. Apesar de ser o mais simples e básico de todos os sistemas de prevenção e combate a incêndio, é de extrema importância.

A sinalização de emergência não é de exclusividade da prevenção a incêndios. São muito utilizados em obras e fábricas por exemplo para alertar sobre riscos e lembrar do uso de EPI – Equipamento de proteção individual.

Importância das placas sinalização de emergências

Apesar de ser considerada uma medida passiva, a sinalização contra incêndio e pânico é de extrema importância. Através delas incêndios e situações de risco podem ser evitadas e rotas de fuga podem ser identificadas rapidamente, permitindo a evacuação do imóvel. Além disso, os equipamentos essenciais de combate ao fogo podem ser identificados mesmo em meio a fumaça e o caos, permitindo o combate às chamas.

Vale lembrar o caso famoso da Boate Kiss, em que a falta de sinalização da rota de fuga e o excesso de fumaça, impediu que os ocupantes conseguissem achar a rota de fuga. Muitos acabaram no banheiro ao invés da saída e morreram asfixiados com a fumaça. Com um baixo investimento financeiro, muitas vidas poderiam ter sido salvas, se o local estivesse devidamente sinalizado.

Tipos de sinalização de segurança contra incêndio e pânico

Segundo a NBR 16820:2020 as placas de sinalização de prevenção e combate a incêndio são classificadas como básicas ou complementares. A seguir vou explicar cada uma delas:

Sinalização de emergência básica

  • Placas de sinalização de Proibição: Servem para impedir a ação de ocupantes do edifício durante um incêndio, ou que possam acabar por causar um incêndio. Como por exemplo, não utilizar o elevador em caso de incêndio e não fumar perto de centrais de gás de cozinha.
Sinalização de emergência de proibição

Exemplos de sinalização de emergência de proibição

  • Placas de sinalização de Alerta: Como o próprio nome já diz, alerta para riscos eminentes sobre áreas ou materiais. Como por exemplo, o risco de choque, de incêndio e área com material radioativo.
Sinalização de emergência de alerta

Exemplos de sinalização de emergência de alerta

  • Placas de sinalização de Orientação e Salvamento: Servem para indicar aos ocupantes a rota de fuga mais próxima da edificação. Como por exemplo sentido de escadas, saídas e mudanças de direção.
Sinalização de emergência de orientação e salvamento

Exemplos de sinalização de emergência de orientação e salvamento

  • Placas de sinalização de Equipamentos: Indicam onde se encontram os equipamentos de combate a incêndio instalados na edificação. Como por exemplo extintores, hidrantes e botoeiras de sprinkler.
Sinalização de emergência de equipamentos

Exemplos de sinalização de emergência de equipamentos

Sinalização de emergência complementar

A sinalização de emergência complementar é um conjunto de sinalizações composta por mensagens e faixas de cor e zebradas que auxiliam a sinalização complementar. Servem para:

  • Reforçar a direção de rota de fuga, se utilizando por exemplo, de setas;
  • Indicar obstruções ou obstáculos que possam existir na rota de saída como pilares e desníveis de piso;
  • Complementar as placas com símbolos, através de mensagens escritas;
  • Indicar a existência de obstáculos transparentes, como as portas de vidro;
  • Informar condições específicas de uma edificação através de mensagem escrita;
  • Indicar a lotação máxima em locais destinados a reunião de público.

Sinalização de emergência complementar

Características da sinalização de emergência

As placas de sinalização de emergência não podem propagar chamas, tem que ser resistentes a agentes químicos e água e possuir resistência mecânica. Devem ainda, ter a informação da luminosidade e a indicação do fabricante.

As placas de Alerta, Equipamentos e Orientação e Salvamento devem, obrigatoriamente, possuir fotoluminescência durante determinado tempo. A norma que determina esse tempo é a NBR 13434-3.

Veja abaixo outras características específicas de cada uma das placas:

  • Placas de sinalização de Proibição: Devem ser redondas, com o fundo branco, pictograma em preto e faixas circular e diametral na cor vermelha.
  • Placas de sinalização de Alerta: São triangulares, com o fundo amarelo e pictograma e moldura na cor preta.
  • Placas de sinalização de Orientação e Salvamento: Normalmente são retangulares, mas seu formato pode variar um pouco. O fundo deve ser verde com o pictograma e moldura, se tiver, em branco.
  • Placas de sinalização de Equipamentos: Devem ser nos formatos quadrada ou retangular, com o fundo vermelho, com margens e pictogramas em branco.

Regras para instalação das placas de sinalização de emergência

As placas de sinalização devem ser instaladas em locais de fácil visualização, caso contrário perdem totalmente o seu propósito. Devem ser instaladas a uma altura de pelo menos 1,80m do chão. Se a visualização frontal não for possível, deve ser utilizada placas perpendiculares ou anguladas.

Falando especificamente da sinalização da rota de fuga, segundo a IT nº 20 do Corpo de Bombeiros a distância entre a saída e a placa não pode ser maior do que 15m. Para sinalização complementar da rota de saída a distância entre uma placa e outra não pode ser maior do que 3m de distância. Caso contrário, os ocupantes podem se perdem no caminho, especialmente se ocorrer uma situação com muita fumaça e baixa visibilidade.

Caso exista um equipamento instalado em um pilar – muito comum com extintores de incêndio – ele deve estar sinalizado em todas as faces visíveis do pilar.

Existem muitas outras situações e cada uma tem sua especificidade. Para se aprofundar mais sobre essas questões consulte a Instrução Técnica nº 20 do Corpo de Bombeiros.

Imóveis que devem possuir a sinalização de emergência contra incêndio

Todo tipo de imóvel e edificação, em grau menor ou maior, devem possuir placas de sinalização de emergência. Se a edificação tiver, mesmo que apenas 1 ou 2 extintores no local, os mesmos devem estar devidamente sinalizados.

O único tipo de imóvel que está isento, é a de residências unifamiliares (onde vive apenas uma família). Isso ocorre, pois, este tipo de imóvel não precisa por lei, ter o AVCB – Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros ou CLCB – Certificado de Licença do Corpo de Bombeiros e nem instalar qualquer tipo de equipamento de prevenção.

Dicas de conservação das placas de prevenção e combate a incêndio

  • Faça limpeza constante das placas, para que mantenham suas características originais.
  • A fotoluminescência das placas não dura para sempre. Faça a troca de tempos em tempos.
  • Confira se as placas estão firmes no local onde foram instaladas. Às vezes o material utilizado pode perder força e acabar descolando as placas.

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